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Glutamina, acrescenta algo à nossa recuperação?

Vamos falar de Glutamina!
Este suplemento é muito badalado nos círculos do Fitness e considerado como um dos grandes e comprovados suplementos junto da Proteína e da Creatina.

  • Mas será mesmo assim tão tão comprovado? 
  • Acrescentará algo a uma dieta equilibrada de uma pessoa activa?
Vamos desmistificar...
A glutamina é um aminoácido usado na biossíntese das proteínas, ou seja, é utilizado como matéria-prima na sua produção.
É um aminoácido não essencial, o que significa que o corpo tem a capacidade de o produzir em quantidades suficientes sem recorrer à alimentação.
Em momentos de stress ou de doença a produção endógena pode não ser suficiente e nesse momento começa a ser obtida a partir da dieta.
Alimentos ricos em proteína, vegetais, frutas e alimentos fermentados são boas fontes de glutamina.
Diz-se que até 10% do conteúdo proteico que comemos ou suplementamos é composto de glutamina...isso corresponde a qualquer coisa como de 5 a 20g de glutamina por dia provenientes da nossa alimentação.
É o aminoácido mais abundante na circulação sanguínea, na sua forma livre.
Algumas das funções bioquímicas da glutamina:

  • Síntese proteica, 
  • Síntese lipídica,  
  • Regulação do equilíbrio acido-base dos rins através da produção de amónia,
  • Fonte de energia celular,  
  • Doação de nitrogénio para o processo anabólico  
  • Transportador não tóxico de amónia no sangue,  
  • Percursor de um neuro transmissor chamado ácido glutâmico que por sua vez está envolvido na manutenção da integridade da mucosa intestinal,  
  • Entre outros...
Vamos já fazer um ponto de situação:
  • Vimos que a Glutamina que está envolvida em inúmeros processos orgânicos, desde a sua regulações e equilíbrio até à produção de lípidos e proteína,
  • Daqui concluímos que ela é fulcral e pelo menos como matéria prima indispensável à nossa sobrevivência,
  • Vimos também que o corpo a produz e que por este motivo ela não é essencial,
  • No entanto, em momentos de fragilidade, isto pode não ser suficiente e aí entra a alimentação, que nos pode fornecer uma dose extra deste aminoácido.
Onde entra então a necessidade de suplementação?
Será que além da glutamina que produzimos e que ainda podemos obter da alimentação, uma dose extra suplementada fará diferença?
Ou será que, como tantos outros suplementos (alguns dos quais já aqui analisados), esta dose extra é simplesmente não aproveitada pelo nosso organismo (L-Carnitina é um bom exemplo)?
O Império da suplementação gasta rios de dinheiro em marketing e publicidade tentando nos convencer dos benefícios da glutamina, vamos analisar um por um e ponderar sobre a sua veracidade..
Aumento da Síntese proteica para crescimento muscular acelerado
Estudo em roedores, assim como estudos In Vitro/Em Vidro (processos biológicos que têm lugar fora dos sistemas vivos, no ambiente controlado e fechado de um laboratório), comprovam uma dependência entre as doses de glutamina suplementada e o aumento da síntese proteica.
No entanto, estudos em seres humanos (saudáveis) não suportam esta afirmação, nem quando as doses usadas chegam aos 900mg de glutamina por quilograma de massa magra (o que corresponde a 3x mais do que a dose recomendada dos suplementos).
Mesmo quando a toma é combinada com com creatina, proteína ou carboidratos, os resultados continuam a não ser significativos, deitando por terra a noção de que quanta mais glutamina tomarmos, mais proteína construiremos.
Tirando as pessoas fragilizadas por intervenções cirúrgicas, doenças relacionadas com atrofias musculares, traumas, queimaduras graves, etc, a glutamina não acelera nem auxilia o rácio de crescimento muscular de pessoas saudáveis, mesmo de quem treina com pesos pesados ou desenvolve esforços intensos nos seus períodos de treino.
Fortalecimento do sistema imunitário para melhor recuperação
A glutamina desempenha um papel na função imunitária, fornecendo energia a linfócitos e macrófagos.
Este argumento ganha peso em momentos de stress quando as necessidades do corpo superam a sua capacidade de produção, quando estamos doentes por exemplo.
Pela mesma lógica tenta-se concluir que a suplementação poderia melhorar a recuperação e prevenir o ''over-training/under resting'' após sessões de treino intensas, permitindo ao atleta treinar a uma frequência mais elevada e melhorar a qualidade do seu treino.
Com exceção dos esforços desenvolvidos por atletas de maratonas (treinos de resistência), triatlos, etc, para os quais as atividades desenvolvidas por mais de 2h podem diminuir os níveis de glutamina do corpo e justificar a sua suplementação, os esforços de alta intensidade desenvolvidos durante um curto período (como os do treino de musculação) produzem apenas um efeito temporário na células do sistema imunitário, não justificando a sua suplementação.
Aumento da produção de Hormona de Crescimento
Após estudos comprovarem que a suplementação de glutamina pode aumentar temporariamente os níveis de produção de hormona de crescimento, o interesse neste suplemento cresceu exponencialmente.
A verdade é que aumentos transitórios de curto prazo nos níveis de produção desta hormona não são sinónimos de ganhos de volume e força muscular.
Estes só ocorrem quando existe um grande aumento da produção, sustentado por um longo período de tempo.
Suplementar glutamina com este propósito é um desperdício de dinheiro.
Melhor reposição dos níveis de glicogénio no pós-treino
Quando exercemos esforços fisicos intensos o corpo usa os carboidratos como fonte de energia (ao invés das gorduras), diz-se então que estamos a utilizar o sistema glicolítico de energia.
A fonte de carboidratos mais disponível é o glicogénio armazenado nos músculos.
Em esforços não muito prolongados (até uma hora de treino), estas reservas não chegam a ser esgotadas, bastando uma dieta equilibrada para que a sua reposição esteja completa a tempo do próximo treino.
Para atletas que treinam uma vez por dia, 3 a 5 dias por semana, a suplementação de glutamina não é justificada para este efeito.
Para atletas de competição que treinam duas vezes por dia, 5 ou mais dias da semana, ou atletas de endurance que fazem treinos longos (mais de 2h), a reposição dos níveis de glicogénio deve ser uma preocupação.

No entanto, alimentos como as frutas (alto nível glicémico) ou os cereais e leguminosas (alta carga glicémica) fazem o mesmo ou melhor trabalhado na reposição do glicogénio que os suplementos de glutamina, a um preço bem menor.
Conclusões
Nalgumas situações particulares o uso deste suplemento pode ser útil:

  • Dietas restritivas de calorias conjugadas com períodos de grande volume de treinos, (atletas que precisam de perder peso para uma competição, programas mais extremos de perda de peso, etc), 
  • Atletas de endurance/resistência que seguem o protocolo normal destes desportos (na minha opinião excessivo), ou que treinam em condições climatéricas adversas (maratonistas, triatlos, ultramaratonistas, etc),  
  • Pessoas com condições clínicas de grande stress (quimoterapia, queimaduras graves, SIDA, gripes severas, etc).
Tirando estes casos acima citados, não existem evidências de que esta suplementação tenha benefícios em pessoas saudáveis que seguem um regime alimentar equilibrado.
A somar à falta de evidência dos benefícios, temos um problema chave
(tal como noutros suplementos) que consiste na dificuldade em comprovar que a substância suplementada é efectivamente utilizado pelo corpo para o fim que desejamos.
No caso da glutamina, a maior parte dela é usada pelos intestinos antes de chegar à corrente sanguínea e posteriormente aos músculos.
Uma coisa é o corpo produzir a sua própria glutamina ou retirá-la intencionalmente dos alimentos em caso de necessidade, outra é tomar um suplemento de uma substância isolada e esperar que o organismo faça o uso que queremos dela, só porque a mesma existe em dose extra.
O caminho para o uso de substâncias em forma de suplemento não é direto nem garantido.
Vemos então que este mito é perpétuado pelos interesses da indústria da suplementação, que em vez de promover informação sobre alimentação saudável, foca os seus esforços na promoção de substâncias que nada acrescentam a

esta, baseando-se em interpretações tiradas fora do contexto geral, manipulando o sentido das suas conclusões para servir os seus interesses.
Ficam os textos que usei para escrever este Post e onde pode encontrar links para os testes efetuados com esta substância:

Conhecimento é poder

Dianabol

O Dianabol é um esteróide anabolizante e como já vimos anteriormente, os esteróides são derivados artificiais da testosterona criados com o intuito de reduzir algumas das qualidades menos positivas desta hormona e realçar algumas das qualidades mais desejáveis.
O Dianabol é um dos esteróides mais utilizados do mundo e tem uma história muito interessante e que serve de exemplo explicativo de como toda esta indústria cresceu e se desenvolveu, passando da legalidade para a proibição e tornando-se assim no tabu que é hoje.
O nome do seu princípio activo é Metandrostenolona ou Metandienona e a sua criação pretendeu:

  • Reduzir as qualidades androgénicas da testosterona (efeitos masculinizantes como o crescimento de pelos e engrossamento da voz), 
  • Aumentar ou manter as características anabólicas (aumento de massa muscular).
No entanto este esteróide não saiu bem como se planeava pois acabou por manter, de forma mais ou menos pronunciada, as suas características androgénicas, particularidade de que já iremos falar.
Isto prova que por mais que os cientistas tentem ''substituir e copiar'' a natureza através da manipulação de processos químicos o resultado final é sempre incerto porque os organismos, através de mecanismos compensatórios, acabam sempre por anular ou alterar muitos dos efeitos destes mesmos processos ''artificiais''.
Isto resulta numa série de tentativas e erros levados a cabo pela ciência na tentativa de descobrir os mistérios naturais do corpo.
No caso do Dianabol conseguiu-se obter algumas características desejadas, outras nem por isso.
Vamos então ver as particularidades deste esteróide e conhecer a sua história.
Conta o Dr. Ziegler, médico de várias equipas olímpicas do EUA (incluindo a de Halterofilismo), que durante os jogos olímpicos de 1956 os atletas de desportos de força soviéticos estavam sobre o uso de testosterona, facto constatável através da observação de alguns efeitos secundários, chegando um dos atletas a ter que urinar por um catéter, tal era o grau de hipertrofia da sua próstata (fins a justificar os meios).
Visto os atletas soviéticos estarem a dar uma valente coça nos americanos nos desportos de força, este médico decidiu trabalhar com a
Ciba Pharmaceuticals, na tentativa de criar um esteróide com menor actividade androgénica mas que mantivesse as propriedades anabólicas, de forma a ganhar as medalhas  que estavam a ser perdidas para o ''Bloco de Leste''.
Da modificação da estrutura química da testosterona
nasce então o Dianabol, libertado para o mercado farmacêutico em 1958.

Quase sem representação injectável, este é possivelmente o esteróide oral mais utilizado do mundo. 
O seu sucesso foi imediato e de longo alcance, fazendo com que os atletas tivessem grandes progressos nas suas carreiras competitivas.
Esta difusão do Dianabol e dos seus resultados veio criar uma vaga de abuso destas substâncias que ultrapassaram em muito as recomendações do Dr. Ziegler, inicialmente de 5 a 15mg por dia.
Hoje há pessoas que tomam 100mg diárias, 6 vezes mais do máximo recomendado.
O Dr. Ziegler tornou-se posteriormente numa das maiores vozes contra o doping desportivo e no livro ''Death in the Locker Room'' (Morte no Vestiário) conta como entrou em contacto com o mundo dos esteróides e do seu abuso indiscriminado.
Este livro foi bastante controverso e gerou muita polémica.
Com o uso abusivo e a polémica gerada pelo uso de drogas para atingir resultados desportivos a FDA (Food and Drug Administration) começou, a partir de 1965, a requisitar informações acerca desta droga e da sua finalidade/legitimidade para continuar a ser produzida.
Esta pressão continuou até aos anos 80 altura em que o Dianabol foi descontinuado e a sua produção proibida.

Hoje em dia ainda é produzido em países com menor regularização farmacêutica ou por laboratórios underground, leia-se armazéns ou cozinhas sem preparação para o mesmo.
As dosagens normais destes pseudo-medicamentos variam de 5 a 10mg por comprimido.
Existe Dianabol veterinário na forma injectável, mas isto não é comum de se ver, pois a molécula desta substância é densa e as soluções injectáveis não suportam mais do que 50mg de substância activa por cada ml, o que é manifestamente pouco.

Características estruturais
  • As alterações feitas à molécula de testosterona para se criar o Dianabol resultaram numa menor afinidade relativa para se ligar aos receptores androgénicos, sendo de esperar uma redução dos seus efeitos masculinizantes. Na prática isto não aconteceu pois grande parte destes efeitos continuam a ser observados, consequência da sua forte aromatização (conversão em estrogénio),
  • O Dianabol possui uma maior meia-vida e menor afinidade com as proteínas do plasma sanguíneo, estas características permitem a esta droga exercer um potente efeito anabólico (ganhos de força e aumento da massa muscular), pois a quantidade de substância a circular na corrente sanguínea encontra-se activa por mais tempo e em maiores concentrações.
Efeitos secundários
  • O corpo converte esta hormona em estrogénio (aromatização) e também se converte numa forma de estrogénio mais activa que dá pelo nome de 17alpha-methylestradiol,
  • Este duplo efeito estrogénico pode causar ginecomastia, que é um problema comum durante a sua utilização e isto pode acontecer logo no inicio do ciclo,  
  • A retenção de água também é comum, causando perda de definição que é piorada pela acumulação de gordura, outro efeito relacionado com o estrogénio,  
  • A adição de tamoxifeno (Nolvadex) e de masterolona (Proviron) previne a questão da aromatização e da ginecomastia, mas não muda a parte da retenção hídrica, 
  • O anastrozole (arimidex) é um anti-estrogénio poderoso mas também caro que pode ser mais eficaz no combate a estes efeitos secundários, mas cujo o preço pode não justificar o uso. Quem escolhe tomar dianabol deve procurar volume e tamanho, pois não faz sentido comprar um esteróide mais barato para depois gastar esse dinheiro poupado em drogas auxiliares para combater os seus efeitos secundários,
  • O dianabol não é indicado para quem procura definição muscular, vejam o Post ''Esteróides para crescer (Bulk) Vs. esteróides para secar (Cut)'' para ficarem por dentro do assunto.
Apesar de ter sido criada com a intenção de reduzir os efeitos androgénicos, estes continuam a ser relevantes e comuns:
  • Pele oleosa, 
  • Acne,  
  • Crescimento e engrossamento dos pelos faciais e corporais,  
  • Possível agravamento da queda de cabelo.
Por este motivo o Dianabol não é aconselhado a mulheres pois o engrossamento da voz, irregularidades menstruais, hipertrofia do clitóris entre outros efeitos também são possíveis e prováveis.

Toxicidade no fígado (hepatotoxicidade)
  • Este esteróide pertence ao grupo dos c17-alpha alquelados, que contêm uma alteração que os protege da acção do fígado, permitindo que uma grande percentagem do comprimido entre na corrente sanguínea,
  • Isto causa algum stress no fígado que se traduz em toxicidade, coisa que é comum a muitos dos medicamentos orais (Ben-u-ron por exemplo),
  • O risco prende-se com o uso prolongado ou de dosagens muito elevadas e por este motivo esrtas não devem ultrapassar as 6 ou 8 semanas, 
  • Para usos farmacêuticos (até 10mg por dia) a toxicidade hepática não é um problema, no entanto, para fins desportivos esta dosagem não é suficiente (de 20 a 50mg dia) e daí a necessidade de limitar a duração da administração,
  • Se mesmo assim aparecerem sinais como pele a escamar nas mãos ou cor amarelada deve-se tomar um suplemento para a regeneração do fígado como o cardo mariano, a silimarina ou o Liv-52.
Consequências no perfil lipídico
Todos os esteróides, de uma maneira geral, são susceptíveis de ter efeitos negativos nos níveis das lipoproteínas, aumentando as LDL e reduzindo as HDL:
  • Isto aumenta o risco de contrair doenças cardiovasculares, 
  • Afecta a pressão arterial e os níveis de triglicerídeos,  
  • Reduz a flexibilidade do endotélio,  
  • Causa hipertrofia do ventrículo esquerdo.
O impacto dos esteróides no aumento do risco de contracção destas doenças é sempre dependente das doses, do tipo de esteróide que se toma e no stress que o mesmo causa na passagem pelo fígado.
  • O Dianabol tem um forte efeito na gestão hepática dos níveis de colesterol e produção das lipoproteínas devido à sua ingestão oral e resistência estrutural que permitem a passagem pelo fígado,
  • De forma a menorizar estes possíveis efeitos secundários negativos é aconselhável fazer treinos cardiovasculares e uma boa dieta (sem lixo e com menor carga glicémica).
Consequências na produção endógena da testosterona
Ao tomarmos esteróides anabolizantes ficamos com um nível mais elevado de testosterona fazendo com que o corpo pare a sua produção endógena.
Se em média produzimos de 2,5 a 11mg diárias, então basta uma dose de 15mg de um qualquer composto durante poucas semanas para parar a nossa produção.

  • O Dianabol tem uma influência particularmente forte neste mecanismo de supressão e se o seu uso for demasiado prolongado e excessivo pode originar problemas e incapacidade do corpo retomar a sua produção de testosterona (hipogonadismo).
Após todo e qualquer ciclo de esteróides anabolizantes deve-se fazer uma terapia pós-ciclo para assegurar uma rápida recuperação da nossa produção hormonal que nos vai permitir manter os ganhos musculares alcançados.
Administração
Estudos indicam que tomar esteróides anabólicos com comida diminui a sua absorção ou disponibilidade, pois estes por natureza são solúveis nos lipídos o que resulta na perda da parte que é dissolvida na gordura não digerida.
  • Para melhor absorção devem ser tomados de estômago vazio, 
  • Originalmente e para uso medicinal foram prescrevidos 5mg diários por não mais de 6 semanas, seguidas de uma pausa de 2 a 4 semanas, 
  • Para efeitos estéticos ou de performance física era comum usar-se de 15 a 30mg diários durante 6 a 8 semanas com uma descontinuação de também 6 a 8 semanas, 
  • As dosagens variam de pessoa para pessoa consoante factores individuais dos quais o peso corporal faz parte, pois um homem com 120kg não verá os mesmos efeitos que um homem de 65kg com a mesma dosagem. Quanto maior o peso, maior a dosagem necessária para se ver resultados e isto é comum a todos os medicamentos.
No entanto existe um limite acima do qual os efeitos secundários se começam a acumular sem termos mais benefícios, este limite é individual mas acima dos 50/60mg diários, independentemente da constituição física, a dosagem torna-se excessiva, especialmente se estiverem a tomar o Dianabol com outro esteróide.
Juntar outros esteróides
  • Este esteróide faz um bom efeito sinérgico com outros anabolizantes, dos quais a Nandrolona (Deca-Durabolin) é parceira de eleição,
  • Ganhos musculares e de força excepcionais são verificados com esta duas substâncias sem um grande agravamento dos efeitos secundários causados pela toma do Dianabol sozinho, 
  • A testosterona também se junta bem neste ciclo e este é o ''Stack'' mais comum de se usar, especialmente para iniciados, Dianabol com Deca e Testoesterona.
Frequência da toma
Tem um meia vida de 3 a 5 horas o que faz com que se tomarmos uma única dose diária fiquemos mais de 18h sem uma actividade pronunciada do esteróide.
  • Para termos níveis concentrados e constantes no sangue faz sentido dividir a toma em 2 ou 3 vezes por dia, no entanto, desta forma teremos um pique menor no sangue do que se tomarmos numa única vez, 
  • As duas opções são viáveis, uma permite maior concentração, a outra níveis mais estáveis.
As mulheres não deviam tomar Dianabol devido aos seus efeitos androgénicos que causam fortes sintomas de virilização.
Para as que se aventuram, devem ficar no mínimo, 5mg ou menos se possível (tomando meio comprimido).

Produção e acessibilidade 
O Dianabol ainda continua a ser produzido em bastante quantidade, mas limitada às empresas farmacêuticas da Ásia e do Leste Europeu.
Todos os produtos que não pertençam a marcas destes países são criados em laboratórios underground, em condições incertas e duvidosas, sem certificação ou garantias de que o que está nos comprimidos é mesmo aquilo que diz na caixa e naquela dosagem.
Mesmo as marcas dos continentes referidos são objecto de contrafacção e nestes casos o risco é o mesmo.
No fundo nunca podemos ter a certeza do que estamos a tomar porque não sabemos de onde o Dianabol vem nem em que condições é produzido.
Ou arriscamos e experimentamos para saber se o produto é bom (com risco para a nossa própria saúde) ou optamos por outros esteróides disponíveis nas farmácias nacionais.
Conhecimento é poder

CLA...vale a pena?

O ácido linoleico é um ácido gordo insaturado pertencente à categoria dos Ómega-6, é bastante comum e encontrado em grandes quantidades no óleos vegetais.
O CLA (Ácido linoleico conjugado) difere do ácido linoleico normal devido à sua configuração química, a qual contém configurações cis e trans no seus elos, daí a palavra conjugado,
Existem 28 formas diferentes de CLA e a diferença entre elas tem a ver com a localização das configurações cis e trans nas suas cadeias.
Contendo também configurações trans, tecnicamente o CLA pode também ser considerado uma gordura trans. Quem me acompanha neste blog sabe que estas, de uma forma geral, são um veneno para a nossa saúde pois
não são metabolizadas pelo nosso organismo, ficando indefinidamente depositadas e sujeitas à oxidação pelos radicais livres, entre outras coisas, gerando problemas relacionadas com os processos inflamatórios (cancro, doenças cardíacas, etc).
Mas o CLA é uma exceção...
Este tipo de gordura trans faz parte das exceções que se encontram na natureza, principalmente na carne e produtos lácteos de ruminantes (vacas, cabras, ovelhas, etc), mas também existe no cogumelo branco (Agaricus bisporus). O corpo humano também produz quantidades mínimas de CLA, através da fermentação do ácido linoleico.
Para perceberem a diferença entre gordura saturada e insaturada, bem como a diferença entre configurações cis e trans, podem rever os Posts:
Supostas vantagens e benefícios do CLA (segundo as empresas de suplementação):
  • Diminuição da gordura corporal, 
  • Promove o aumento de massa muscular,  
  • Aumento do metabolismo,  
  • Diminuição dos níveis de colesterol,  
  • Regulação da glicémia (açúcar no sangue),  
  • Ataca as células cancerígenas, prevenindo o seu desenvolvimento,  
  • Posível efeito efeito positivo no tratamento de diabetes, ativando um conjunto de recetores que são capazes de aumentar a sensibilidade à insulina,  
  • Fortalecimento do sistema imunitário,  
  • Possui actividade antioxidante e anti-inflamatória.
É muita coisa boa não é? Parece que o CLA é uma verdadeira fonte da juventude, mas como quase tudo na vida, quando algo parece bom demais...normalmente não é.
O que os testes clínicos dizem do CLA:
  • Existem 28 formas diferentes de CLA e esta diferença prende-se com a localização das configurações cis e trans nas suas cadeias, 
  • Destas 28 apenas 2 têm atividade biológica no nosso corpo, as restantes sofrem processos que alteram a sua estrutura química e as mesmas perdem as suas propriedades.
As formas de CLA (daqui em diante designadas de isómeros por apresentarem a mesma fórmula molecular mas diferente fórmula estrutural) que mantêm atividade no organismo depois de absorvidos são:
  • O ''9cis, 11trans'', predominante nos animais (ruminantes) e seus derivados, 
  • O ''10trans, 12cis'', do qual os suplementos são compostos.
A sua diferença é microscópica, no entanto ela tem um impacto enorme na forma como são processadas pelo organismo e nas reacções que provocam nas nossas células.
''9cis, 11trans''
  • Este isómero está associado a alguns benefícios a nível dos neurónios além de poder ter um potencial efeito protector dos mesmos, 
  • Está associado ao aumento da sensibilidade da insulina e controlo da glucose, bem como melhorias nos marcadores lipídicos (Lipoproteínas), possivelmente pela sua relação com o aumento da sensibilidade à insulina,  
  • Não está associado ao aumento da massa magra, à diminuição da massa gorda ou da inflamação,  
  • Em teste animais tem demonstrado reduzir a ocorrência de obesidade induzida por dieta, demonstrando por isso ser anti-diabético,  
  • É considerado natural por se encontrar em grandes concentrações nas fontes alimentares.
Apesar de saudável não está significativamente associado ao efeito de queima de gordura.
''10trans, 12cis''
  • Este isómero aparenta ser mais potente ou diretamente ligado às mudanças na composição de massa gorda, bem como ao aumento/diminuição da resistência/sensibilidade à insulina, 
  • Existem estudos que implicam que este é o isómero ativo no aumento de capacidade de resistência dos ratos (no exercício de corrida), devido ao uso de ácidos gordos para criar energia, o que cria uma preservação das reservas de glicogénio,  
  • Benefícios da saúde óssea e metabolismo muscular são atribuídos a este isómero,  
  • Nos testes em ratos parece beneficiar a massa muscular (mais do que o outro isómero), no entanto, a mistura dos dois isómeros parece ser a melhor combinação devido a um efeito sinérgico.
Semelhanças e efeito sinérgico:
  • Os dois isómeros são creditados por terem expressão anti-oxidante e quando combinados, um efeito anti-inflamatório, 
  • Num estudo de comparação entre isómeros verificou-se que o ''10trans, 12cis'' tem maior afinidade para ser armazenado nos triglicerídeos do tecido adiposo (massa gorda) e o ''9cis, 11trans'' nos músculos,  
  • Quando os dois isómeros são tomados em conjunto são moduladores que ativam o PPARa (receptor ativador da proliferação peroxissomal alfa), sobretudo no fígado, reduzindo os efeitos dos lípidos e queimando alguma gordura corporal no processo,  
Os dois isómeros são ativadores/inibidores do PPARy (receptor ativador da proliferação peroxissomal ípsilon), envolvida no processo de diferenciação (divisão) das células adiposas, moderando os seus recetores e regulando a distribuição da gordura corporal, mas de forma inversa:
  • O isómero ''10trans, 12cis'' inibe a função do PPARy, impedindo a acumulação de triglicerídeos nas mesmas, diminuindo a massa gorda e aumentando a massa magra, mas reduzindo a sensibilidade à insulina (aumentando a resistência) que é um efeito pró-diabético, 
  • O isómero ''9cis, 11trans'' parece ativar a função do PPARy, que apesar de ser obesogénico (contribuir para o ganho de peso), também protege da diabetes (aumenta a sensibilidade à insulina/previne a resistência),
A mistura dos dois suaviza o impacto isolado dos mesmos.
Influência no metabolismo lipídico:
  • Triglicerídeos, 2.2g de CLA (1g de cada isómero) administrados num teste elevaram os valores de triglicerídeos no sangue após 3 semanas, mantendo-se por mais 2 semanas após o final da suplementação, 
  • Colesterol, 2.2g de CLA (1g de cada isómero) administrados num teste não influenciaram significativamente as concentrações de HDL, LDL e VLDL após 3 semanas de suplementação.
Sensibilidade/resistência à insulina
  • Alguns dos dados dos testes apontam para a irrelevância ou inércia do CLA no que diz respeito à sensibilidade/resistência da insulina, no entanto, outros dados sugerem aumento da resistência e quando isto acontece a significância clínica destes não é confiável mas potencialmente preocupante, 
  • Este aumento da resistência parece ocorrer quando tomado em conjunto com carboidratos, sendo possível que o CLA induza mudanças a curto prazo neste aspeto que serão reversíveis após a cessação da toma.
Gordura no fígado
  • Estudos humanos que investigam a acumulação de gordura no fígado (esteatose hepática) não demonstraram os mesmos resultados que os testes em animais, concluindo que os seres humanos são menos afetados pelo CLA, no que diz respeito a esta condição.
Interacções com massa gorda
  • O CLA é tido como redutor de gordura através da supressão da acção de enzimas lipogénicas, bem como a inibição da lipase lipoproteica, tudo efeitos que resultam da inibição da PPARy por parte do isómero ''10trans, 12cis''. Pensa-se que este isómero é também responsável pelo aumento do gasto energético através de um aumento da Carnitina e do uso de gorduras, 
  • Estudos ''in vitro'' notam consistentemente uma habilidade para libertar glicerol das células adiposas, indicativa de aumento da libertação de gordura dos triglicerídeos e consequente queima.
Diferenças entre espécies
  • Os resultados entre diferentes espécies são significativos, havendo resultados melhores e mais consistentes na perda de gordura derivada da suplementação de CLA nas espécies animais, 
  • Isto pode ser derivado da melhor resposta à ativação do PPARa por parte dos animais,  
  • A extrapolação dos resultados dos testes animais para a espécie humana não parece ser válida na procura de significância clínica ou da potência do CLA.
Taxa metabólica
  • Alguns estudos notam um aumento na taxa metabólica, não havendo no entanto consistência que permita afirmar que o CLA aumente ou diminua a taxa metabólica.
Estudos interventivos
  • São estudos feitos com um grupo de pacientes com características totalmente controladas pelo investigador, 
  • Demonstraram estatisticamente uma redução significativa de gordura, a mais dramática consistiu na perda de 1,13kg ao longo 4 meses,  
  • O CLA pode ter a habilidade de queimar gordura mas a sua significância clínica não é fiável nem potente,  
  • Foram conduzidos mais estudos que não reportaram perda de gordura estatisticamente significativa do que os que demonstraram o contrário, sem motivos ou pistas comuns que separem os estudos com resultados positivos dos de resultados nulos,  
  • Testes humanos não identificam o CLA como um bom queimador de gordura em comparação com outras opções. Este não aparenta reagir a diferentes dosagens, tem uma influência questionável nos parâmetros do metabolismo dos lípidos e glucose, não é potente nem fiável.
Apetite:
  • Os estudos humanos que investigaram a interferência do CLA no apetite tiveram resultados mistos.
Pressão arterial:
  • Não há evidências estatísticas que demonstrem uma relação entre a pressão sanguínea e o CLA.
Inflamação e sistema imunitário:
  • O isómero ''10trans, 12cis'' aparenta ser pró-inflamatório, através da inibição da PPARy nas células adiposas, o efeito cumulativo é a maior inflamação e menor absorção de glucose e gordura nestas células.
Conclusão:
Os benefícios proclamados pela indústria de suplementação, que tem interesse em vender os seus produtos, baseiam as suas afirmações em testes muitas vezes feitos em animais e dos quais não se podem extrapolar resultados para o uso humano, pois cada espécie reage de maneira diferente.
Os benefícios que se prendem com a alteração da composição de massa, queima e diminuição da gordura, ou o aumento de massa magra (muscular), são observados em alguns testes mas não num número suficiente para sugerir uma consistência estatística significativa por parte deste suplemento.
Os resultados que têm consistência estatística não são potentes o suficiente para sugerir o CLA como um suplemento válido para o fim a que se propõe (uma média de menos de 1,5kg em 4 meses).
No entanto o próprio mecanismo pelo qual se dá está perda de gordura transmite alguma preocupação:

  • O isómero ''10trans, 12cis'' (que compõe os suplementos), é assimilado nos triglicerídeos das células adiposas e inibe o PPARy, não permitindo a divisão das células adiposas, 
  • Menos células adiposas, menor capacidade de assimilação de glucose e ácidos gordos,  
  • Estes ao não serem assimilados percorrem a corrente sanguínea à espera de um destino e o corpo que entretanto libertou insulina para remover a glucose é obrigado a libertar mais insulina para tentar removê-la novamente,  
  • Daqui resulta uma perda de sensibilidade, ou resistência à insulina, que é uma das condições que antecedem a diabetes e que consiste no corpo ter que libertar progressivamente mais insulina para remover a mesma quantidade de glucose no sangue, 
  • Daqui resulta que a relativa perda de gordura induzida pela toma do CLA é feita à custa de um mecanismo pró-diabético que pode ser prejudicial com o desenrolar do tempo.
Não deixar a glucose (açúcar) e os ácidos gordos (gordura) entrarem no tecido adiposo, ficando estesa circular livremente na corrente sanguínea é uma estratégia de perda de gordura sem sentido que só mesmo a indústria de suplementação poderia publicitar.
Resumindo, o CLA é uma boa molécula de pesquisa especialmente no que diz respeito à modulação do PPARa/PPARy, mas como queimador de gordura é pouco potente e ainda menos fiável, não havendo consistência nos resultados. Não existem outros efeitos comprovados em relação a outros benefícios na saúde.
O isómero ''9cis, 11trans'' que está presente na natureza não tem os efeitos desejados na queima de gordura e aumento de massa magra mas contribui para o aumento da sensibilização da insulina, factor positivo e anti obesogénico.
É de se salientar que o conteúdo total de CLA na carne dos ruminantes está diretamente ligado à sua alimentação e condições de vida.Vacas alimentadas com erva possuem entre 300 a 500% mais de CLA do que vacas alimentadas com cereais.
Ou seja, produção industrial e tratamento não ético equivalem a menor quantidade e qualidade nutritiva da carne e derivados, entre os quais o CLA.
Para concluir resta referir que o CLA contido nos suplementos não vem de uma fonte animal mas sim do ácido linoleico dos óleos vegetais que são posteriormente alterados quimicamente, fonte barata e pouco ''natural/saudável''.

Como aplicar injecções de forma segura?

Este texto é super polémico, parece que estou a ensinar as pessoas a injectarem-se e a estimular o consumo de drogas.
Essa é uma possível interpretação...
Outra interpretação será partir do princípio que as pessoas são livres de escolher se querem tomar estas drogas de performance ou não e que a partir do momento em que tomam a sua decisão só resta disponibilizar a informação correta para que uma experiência com alguns efeitos negativos na saúde não se torne um desastre.
Palavras de quem já experimentou um pouco de tudo, se tivesse tido a informação e o conhecimento que tenho hoje, não teria feito metade das coisas que fiz, nem usado as quantidades estúpidas que usei (e o dinheiro que gastei).
Mas a errar se aprende e hoje ponho à disposição toda a informação que entendo como relevante para quem já se decidiu e fez a sua escolha, porque infelizmente as pessoas pouco ou nada sabem destes assuntos e limitam-se a classificar de mau ou imoral práticas que idolatram hipocritamente nos ídolos e resultados desportivos atingidos com estas drogas e nos quais os esteróides anabolizantes tiveram a sua quota parte de louros.
Hipocrisias à parte, quem toma deve procurar saber mais e melhor para poder atingir resultados mais duradouros e seguros, quem não toma deve estar informado para poder fundamentar a sua opinião...
A informação aqui prestada serve os dois propósitos.

  • Os esteróides anabólicos são sempre injectados de forma intra-muscular (nos músculos), 
  • Outras hormonas como a insulina e a hormona de crescimento são aplicadas no tecido adiposo entre o músculo e a pele (injecções subcutâneas),  
  • Outros produtos ainda como o Pregnyl ou a Vitamina B12 podem ser aplicados tanto no músculo como de forma subcutânea.
Injecções mal aplicadas podem prejudicar a saúde e gerar complicações como:
  • Inflamações, 
  • Abcessos ou outras infecções,  
  • Criação de cicatrizes (fibroses) no tecido muscular,  
  • Lesões nos nervos ou noutros tecidos,  
  • Entre outras coisas.
Episódios de inflamação e dor local são comuns nos dias seguintes à injecção:
  • Isto acontece porque no sítio onde tinham fibras musculares bem apertadas entre si, agora têm um espaço aberto, ocupado com 2 ou 3ml de líquido, 
  • Enquanto este líquido não for absorvido a inflamação persistirá, para este processo ser mais célere temos de aumentar a vasodilatação, pois é o aumento da concentração de sangue neste local que acelera essa absorção,  
  • Treinar aumenta a vasodilatação assim como as massagens, nunca parem de treinar por sentirem dores ou inflamação no local da injecção, pelo contrário, treinem mais e melhor.
Fibrose é a formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização.O tecido cicatrizado (fibrose) ocorre quando damos muitas injecções no mesmo sitio ou em sítios relativamente próximos: 
  • A definição de muitas é subjetiva, podem bastar 3 aplicações para deixar o tecido cicatrizado ou podemos dar 6 injecções e não ter nenhuma fibrose,  
  • A maneira como aplicamos as injecções e o cuidado (massagens) que tivermos nos dias seguintes irá contribuir para o aparecimento ou não destas fibroses,  
  • Se não massajarmos e não criarmos melhores condições de absorção do liquido injectado, irá aparecer tecido danificado que, se não for cuidado e se a área afetada continuar a ser solicitada com novas aplicações, irá gerar um caroço (acumular de fibroses),  
  • As massagens são fulcrais neste ponto, pois já cheguei a ter um caroço por mais de 3 meses que só desapareceu quando eu o desfiz com massagens vigorosas na zona. Em menos de 2 semanas o caroço desapareceu, 3 meses de caroço desapareceram em 2 semanas, não tivesse massajado ainda hoje o teria.
A partilha de agulhas ou frascos onde os esteróides vêm contidos pode originar a transmissão de doenças como HIV e Hepatites e por este motivo é de extrema importância utilizar material esterilizado e observar uma prática segura na aplicação de injecções, bem como na eliminação do equipamento após o uso.
As seringas podem sem adquiridas numa farmácia sem prescrição médica.
Como aplicar injecções intramusculares
O local de injecção preferido são os glúteos (ver primeira imagem) porque contêm menos vasos sanguíneos, uma grande área de aplicação propícia a injecções profundas (maior profundidade, melhor absorção),. 
Podem aplicar até 3ml por injecção neste músculo, mais que isso convém dividir a toma em duas vezes e aplicar o restante no outro glúteo.
Os ombros (deltóide lateral), como mostra a segunda imagem, também são outro possível sitio de aplicação, mas fica difícil injectar neste local sem a ajuda de uma segunda pessoa, e por o músculo ser mais pequeno as quantidades têm também de ser menores, sendo que febres e episódios de inflamação são mais frequentes.
Nos ombros não devem dar mais que 2ml de cada vez e as seringas têm de ser de insulina (1ml), ou se usarem as normais não espetem a agulha toda.
Material necessário:

  • Seringas (2,5ml ou 5ml), 
  • Álcool e algodão,  
  • Creme, pomada ou gel analgésico (Diclofenac, Thrombocid ou outros)
Procedimento:
  • Lavar as mãos antes de iniciar qualquer procedimento, 
  • Se o composto que forem aplicar vier numa dose única (ampola de 1ml como a testoesterona ou a deca-durabolin da farmácia portuguesa), têm de partir a ampola no risco colorido, fazendo pressão com os dedos onde estiver a bolinha (ver na imagem ao lado),
  • Antes de partirem a ampola assegurem-se que todo o líquido se encontra na parte debaixo da ampola, seguidamente tirem a seringa do invólucro e retirem o líquido da ampola lentamente, tapando a seringa quando terminarem.
Se o composto vier em frasco (10ml ou assim):
  • ''Puxem'' ar para dentro da seringa e depois espetem a agulha no centro da borracha,
  • Introduzam o ar dentro do frasco para facilitar a saída do liquido (aumento da pressão), virem o frasco ao contrário (de cabeça para o ar) e retirem a quantidade necessária. Antes de retirar a agulha do frasco insiram parte do ar contido no frasco para dentro da seringa (diminuir a pressão), para não ''espirrar'' na saída,
  • Assim que retirado o líquido do frasco troquem a agulha da seringa pois a mesma ficou com a ponta ''mole'' após perfurar a borracha do frasco, sendo mais difícil penetrar na pele e consequentemente mais doloroso, 
  • Ponham álcool no algodão para desinfetar a área onde a injecção será aplicada,  
  • Assegurem que a seringa não tem ar (apenas o líquido) e apliquem a mesma num ângulo de 90º na área do glúteo (como indicado na imagem em baixo) com uma mão,
  • Com a outra mão segurem a pele esticando-a (para facilitar a entrada da seringa),   
  • Quanto mais lentamente espetarem a seringa, mais cortam o músculo em vez de o rasgar, contribuindo para uma melhor absorção,
  • No hospital costumam dar uma palmada na nalga e a seguir espetar com força, mas o objetivo deles é despachar pacientes e não estão preocupados com a prevenção de inflamações ou fibroses,  
  • A melhor maneira é encostarem a ponta na pele e seguidamente enroscarem como se fosse um parafuso, lentamente até que toda a agulha tenha penetrado, as seringas parecem grandes mas é importante que entrem até ao fim, quanto mais profunda for a injecção, melhor absorvida será e menor a probabilidade de formar fibroses e caroços,  
  • Quando a seringa estiver toda espetada puxem ''o ar'' antes de injectar o liquido para garantir que sai apenas ar e não sangue,  
  • Se sair sangue têm que retirar a seringa e espetar de novo, é sinal que atingiram um vaso sanguíneo e a injecção não pode ser aplicada,  
  • Se saiu só ar então podem aplicar a injecção e quanto mais lento o fizerem, mais espalhada fica e melhor a absorção (menos inflamação, fibroses e a possibilidade de ganhar um caroço),
  • Após aplicarem todo o líquido retirem a seringa e pressionem com o algodão para estancar o sangue (se houver),  
  • Seguidamente apliquem o gel analgésico e massagem por 3 a 5 minutos, isto vai ajudar a espalhar e melhorar a absorção, factor importante quando seguimos um ciclo de várias injecções.
Se o local de aplicação ainda estiver dorido de injecções anteriores ou por outro qualquer motivo, mudem de local, não massacrem sempre o mesmo sítio (aumentam a probabilidade de provocarem fibroses e posteriores caroços).
Ficam uns filmes para melhor exemplificação:

Como aplicar injecções subcutâneas
O melhor sitio de aplicação é a zona abdominal inferior (onde temos os ''pneus'').
O material necessário é o mesmo, mas as seringas são de 1ml (têm a agulha mais pequena).
Estas injecções são dadas para compostos específicos, nomeadamente a hormona de crescimento, a insulina e o Pregnyl.
O Pregnyl também pode ser administrado no músculo, mas regra geral ficamos tão massacrados dos glúteos que no final do ciclo é mais fácil aplicar o Pregnyl subcutaneamente.
Alguns destes compostos vêm divididos em soluto e solvente, ou seja pó e liquido que terá que ser misturado antes da aplicação.
Procedimento:

  • Partam a ampola do solvente (líquido) como referido anteriormente, introduzam a seringa na ampola e retirem o solvente,
  • Partam a ampola do soluto (pó), introduzam a seringa na ampola e lentamente misturem os dois até ficar uma concentração homogénea,
  • Retirem a seringa vazia e abanem a ampola com movimentos circulares sem chocalhar,  
  • Introduzam a mesma seringa e retirem a mistura,
  • Desinfectem o local de aplicação (ver na imagem) e desta vez segurem a pele engelhando-a, apanhando as gorduras de forma a ter mais ''carne'' para aplicar a injecção,  
  • Apliquem a injecção descrevendo um ângulo de 45º com a agulha (e não de 90º como nas injecções intra-musculares), esta injecção não pretende ser profunda nem apanhar músculo, portanto mantenham a seringa enviesada e apliquem só na gordura,  
  • Não necessitam de retirar o ar nestas injecções, apliquem a injecção lentamente e quando terminarem não precisam massajar, passem só com o algodão e pressionem para estancar o sangue (se houver),
É provável que o local fique um pouco dorido mas isso é normal e a aplicação seguinte não deve ser feita em cima do tecido dorido.
Fica o exemplo do vídeo para melhor entendimento: